Istambul

De Londres, seguimos para Istambul. No caminho do aeroporto ate Taksim (ultima parada do onibus), o frio na barriga comecou a me pegar, aquela sensacao de “a viagem esta comecando mesmo”. Descemos num frio desgracado, daqueles de ficar de gorro. O tempo estava nublado e a sensacao era estranha, pra mim viagem combina com calor e frio com trabalho.

Seguimos para nosso hotel, que o Gui achou meio que por acaso na internet, não tinha grandes recomendacoes, nem estava no guia e impressionou: o custo beneficio era muito bom. Apesar de ser banheiro coletivo, era bem limpinho, antigo, entao os quartos eram grandes e a calefacao estava ligada o dia inteiro, fazendo voce ficar quase de manga curta. Muito acolhedor para primeiro hotel da viagem!

Passamos quase 15 dias em Istambul organizando toda parafernalha dos vistos do Cazaquistao, Uzbesquistao e Kirguistao. Tivemos alguns daqueles momentos “roubadas”, por exemplo, na volta do consulado do Cazaquistao pegamos uma chuva forte naquele frio e nenhum taxi parava, nos molhamos um monte e a unica coisa que não molhou era o que ficou por baixo da jaquetinha impermeavel, que mais uma vez mostrou sua eficiencia. Mas em compensacao tenis, calca e punhos enxarcados. E tinhamos que encarar mais 40 minutos de metro ate chegar no hotel. Deu para quase pegar uma gripe, se não fosse chegarmos e nos jogar logo em baixo do chuveiro para tomar um banho bem quente com cha de gengibre, que compramos no Spice Bazar.

Na vez do Uzbesquistao, já tinhamos comprado guarda-chuva, mas os pes molharam igual, esses tenis de hoje em dia não dao pra nada. Ficamos com os pes enxarcados das dez da manha ate as tres da tarde, quando o visto ficava pronto. Não valia a pena voltar para o hotel, porque estavamos do outro lado da cidade.

Tirando isso, os dias em Istambul foram tranquilos, deu para passar mil vezes em frente a Blue Mosque, na Aya Sophia, Spice Market, Topak Parque, alem de visitarmos o museu antropologico do Oriente Medio, que conta a respeito dos imperios que tomaram conta da regiao, desde os gregos, otomanos, egipcios, babilonicos, sumerios e por ai vai. Bem interessante!

Conseguimos nos encontrar com o Mehmet, nosso couchsurfer da ultima vez, que agora estava morando no escritorio, e com isso não conseguimos ficar na casa dele. Foi um encontro emocionante!O Mehmet foi uma das pessoas que mais adoramos conhecer durante a ultima viagem. Muito bom rever um amigo que voce conheceu viajando, ‘e um sensacao especial.

Como estavamos proximos da Pascoa, achamos uma igreja da Virgem Maria, que tinha missas em diversas linguas para os estrangeiros. Aproveitamos e fomos na sexta-feira santa, na celebracao da cruz, que foi emocionante. Nunca tinha partipado antes. Primeiro eles fazem a via sacra dentro da igreja e depois há um tempo para contemplacao da cruz. A missa era celebrada partes em turco, italiano, ingles, espanhol e coreano, meio complicado de acompanhar. Eles comecavam o pai nosso em italiano, por exemplo e voce mentalmente em portugues, era facil se perder. Mas foi emocionante ouvir a missa em italiano, principalmente por algumas palavras que eles usam que tornam muito mais claro o significado daquela frase em portugues. Me deu muita vontade de fazer italiano quando voltar ao Brasil.

Deu tempo tambem de conhecermos um casal de suicos bem bacana que farao tambem a Rota da Seda e aproveitamos para trocar informacoes. No fim das contas acabamos jantando no flat que eles alugaram com um turco, pois como um deles ‘e suico-turco, estao aproveitando para aprender a lingua. Uma vergonha para nos, que ficamos tanto tempo e sabemos falar “mahaba” e “tesecuire.” Nada mais que ola e obrigado. Como não sabiamos ao certo quanto tempo demoraria os vistos, não pudemos nos comprometer com um curso, mas definitivamente não ‘e desculpa. Queria ter feito tambem um curso de culinaria turca, mas não vi opcoes anunciadas.

No sabado, já cansados de tanto estar numa cidade grande num hotelzinho de centro, fomos para a Princes Island, local onde serviu de exilio para familias tanto na epoca dos bizantinos como dos otomanos e hoje ‘e a praia particular dos afortundados. Paramos na segunda ilha e foi uma delicia, o passeio certo. Paz, silencio, paisagem, e muitas flores e cheiro de flor. Ruazinhas perfeitinhas com suas casas bonitinhas.

Istambul vai deixar saudades, afinal já estavamos amigos do dono do hotel, do vendedor de frutas, dos donos dos restaurantes, já ganhavamos cha e cafézinho de graca. Mas eu estava muito empolgada de pegar o longo trem ate Diabarkir, no Kurdistao turco. O trem era primeira classe e prometia vistas de montanhas belissimas pelo interior da Turquia.

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