Novas ferias da viagem!

Voltamos para Yangon  para pegarmos o voo para Bangkok. Ao descermos no aeroporto foi como se tivessemos voltado para o futuro, tamanha era a diferenca.  Essa sensacao eu gosto muito, o quanto uma viagem de aviao pode te levar para mundos tao distintos!

Precisavamos passar uns dias na Tailandia para conseguir o visto para India, nosso proximo destino depois do Laos. Escolhemos organizar o visto pela tranquila Chiang May do que por Bangkok como a maioria dos turistas. Ainda no aeroporto, encontramos o Vicente, nosso amigo e socio da Pati irma do Gui e aproveitamos para almocar juntos, conversar bastante e matar a saudades. Deu tempo ainda de enviar com todo cuidado alguns poucos presentinhos para o Brasil. Como o Vicente ‘e uma pessoa super educada (educada no sentido completo da palavra), achamos melhor ir com calma.

A escolha por Chiang May foi muito boa, pois o consulado de la ‘e bem menos concorrido e conseguimos nosso visto em 7 dias. Durante esse periodo, aproveitamos para ficar numa cidadezinha nas montanhas chamada Pai. Lugarzinho delicioso, daqueles para ficar largado e esquecer de ir embora.  Bem estruturado e turistico, mas sem perder o charme!

O Gui aproveitou para treinar muay thai todos os dias e eu para fazer yoga. A rotina era muito agradavel: acordavamos, o Gui seguia para seu treino, eu para Yoga e final do dia nos encontravamos para jantar. A professora, a doce Budh, era muito boa. Apesar de nao entender uma virgula do que ela falava (o sotaque do seu ingles era terrivel) enquanto estava nos orientando, dava para sentir que ela nao era uma professora comum de yoga, ela tinha toda uma coerencia no seu jeito de ser que a tornava bastante especial. Cheguei a fazer uma aula particular com ela e ir mais a fundo. Aproveitei para comprar meu tapetinho de yoga para fazer minhas proprias aulas.

Meu heroi!

Minha teacher!

Feliz com a plenitude dada pela Yoga, aproveitei para fazer curso de massagem e culinaria thai. O de massagem foi uma super enganacao, milhoes de exercicios para se aprender em 5 horas, divididos em dois dias. Fico cada vez mais indignada como as pessoas banalizam a passagem do conhecimento. Como eu poderia aprender em dois dias? E como eu fui tao imbecil de aceitar a proposta de aprender em dois dias? Os orientadores, normalmente, dao tudo mastigado, tipo receita de bolo, porque ninguem  quer dispor de esforco para o saber e nem para construi-lo, ai da nisso, as pessoas criam essas cursos ridiculos e a gente faz. Ja o curso de culinaria foi super legal, deu para captar mais, mas tambem no mesmo caminho da banalizacao do conhecimento.

Curso de massagem!

Curso de Culinaria!

Antes de dormir: cha de gengibre!

Na volta a Chiang May para buscar o visto, presenciamos uma cena interessante. Um europeu que vive ha 30 anos na India e que saiu do pais para fazer nao sei o que e nao estava conseguindo voltar, esbravejava que queria voltar para casa. Fisicamente ele ja era uma lembranca de um ocidental, mas sua reacao ainda era de um ocidental tentando se desenvolver espiritualmente. Enquanto aguardava o consul para conversar pessoalmente com ele (sua exigencia), meditava no sofa sobre seu corpo magro. Uma mulher acompanhada do marido, que tinham cara de turista de primeira viagem, olhava para o europeu-indiano chocada e aproveitava para rir da cara dele enquanto ele estava com seus olhos fechados meditando. Ela era muito inconveniente e sem nocao! Quando o consul o chamou, ele abriu os olhos de sua pacifica meditacao e voltou a gritar. Quanta incoerencia, pensei eu…

Passamos mais dois dias largados nos organizando para ida ao Laos, nosso ultimo pais do sudeste asiatico. A Tailandia foi umas ferias recuperadoras. Falo ferias porque a Tailandia nao ‘e um destino  dificil como muitos pensam, ‘e facil, estruturado e simples. Infinitamente mais facil do que viajar no Brasil. Qualquer pessoa pode seguir da Disney para a Terra dos Livres sem problemas. Curtimos as ferinhas de Chiang Mai com suas comidinhas imperdiveis, impecavelmente limpas e baratissimas, iluminadas pelo ano novo chines.

Ferinhas de tudo nas ruas de CMai!

Pingue- pongue na zona quase acaba em pancadaria!

Bom, como o Gui prometeu que eu contaria em detalhes o que foi este episodio, la vou eu. Existe um show erotico muito famoso em Bankok, onde as mulheres dancam nuas e de suas respectivas, tiram gilletes, jogam bolas de pingue-pongue, fumam charuto e por ai vai. Como o Gui ja tinha visto, ele ficou no hotel pois alguem precisava ficar com as criancas – o Pedro e a Luisa, nossos sobrinhos de matar de tao lindos.

Ao chegarmos no lugar dos shows, eu, Clau, Monica, Pati e Nuno, varios promotores das casas noturnas comecaram a entregar seus folders e nos assediar, era uma casa de show ao lado da outra. Caminhamos um pouco, conferindo as lojinhas turisticas da regiao e quando resolvemos comecar a procurar, surgiu um desses promotores, com uma proposta tentadora: “ cerveja por 100 baths (3 reais) e nao paga para ver o show”. Bom, nem pensamos duas vezes, resolvemos conferir o lugar. Subimos uma curta escada de acesso, sentamos e quando fui comentar com a Pati: “ meu deus que lugar ‘e esse…” as cervejas ja estavam abertas na nossa mao, ou seja, nao dava para virar as costas e dizer: “ legal, mas vamos rodar mais um pouco.” Bom, resolvi relaxar, mas me impressionei com o nivel das mulheres, eram muito decadentes, dava vontade de rir ou chorar, minhas emocoes se misturavam… E nos outros lugares que passamos em frente, voce via que o padrao era bem melhor. Bom, falei para Pati: “Tomamos a cerveja e depois entramos em outro lugar….!” Entao, comecamos a curtir o show… o mais chocante foi a mulher da gillete, que tira umas sete gilletes, uma a uma, presas numa corda e depois corta um papel na sua frente, testando cada uma das sete gilletes. Depois veio o pingue-pongue jogavam ate consideravelmente longe (sorte que caia no colo dos turistas da nossa frente) e aquela coisa, ao final de cada show, as mulheres passavam com um chapeu recolhendo gorgeta e a gente dava. Ok, la pelas tantas, uns 15 minutos depois, a Pati me olha e diz: “ acho que o pessoal que ta saindo esta tendo problemas na hora de pagar a conta…, da uma olhada”. Fiquei preocupada, mas nao vi nada demais, aparentemente. Bom, a Pati avisou todo mundo e disse que achava melhor a gente ir andando. Quando levantamos, ja eramos os unicos turistas la dentro, o que me deixou insegura. Ai o cara dispara: “ 100 baths por cerveja, sendo que a primeira ‘e 300 e 1000 baths por pessoa pelo show”. Na hora eu e o Clau falamos: “ imagina, nos falaram que o show era de graca, que pagavamos se quisessemos, ja demos gorgeta….” O cara nem deixou nos acabarmos, e comecou a pegar no meu braco e dizer: “entao vai voce la dancar de graca, porque as minhas meninas eu cobro…” me puxando. O Clau na hora disse: “ por fv, nao toque nela.” Ai veio a tentativa de cutuvelada no rosto do Clau, que desviou. Eu nessa hora fiquei assustadissima! Nisso o Nuno viu a cena e veio tentar entender o que estava acontecendo, nao conseguiu, nos chamou e foi indo em direcao a porta para irmos embora. As mulheres decadentes e nuas fecham a porta e ficam na frente, o Nuno vai para cima do cara que vai para cima do Nuno e a gente separa. Eu me assusto e comeco a meio gritar para o Clau: “ paga isso dai, vai dar m…” Surge um outro cara, fazendo pressao tipo assim, “se for para sair na mao, tem mais eu”. A Pati comeca a falar que vai colocar na internet isso e nunca mais vai aparecer nenhum turista la, o cara quase nao entende, ele nao entendia nada que a gente falava… A Monica elegantemente fala que isso nao se faz e por ai vai… E eu enlouquecida, ja imaginando a gente saindo dali arrebentados… O Clau paga 300 baths pelo show + as cervejas e a porta se abre! Dois turistas estao entrando, eu pego um deles pelo braco e grito: “nao entra “eles sao loucos, batem nas pessoas”. Consigo salva-los! Saio e grito um monte com o promotor da boate, dizendo que eles nao fazem de acordo com o que ele nos passou ingenuamente e acho que o cara vai me explicar… Ele levanta e ameaca com o corpo que pode me bater… A Monica e o Clau me puxam e nos saimos, todos revoltados com o lugar. Um dos caras nos seguem com uma moto para ver se iriamos avisar a policia… Eu estava assustadissima! Eles, nao tanto, apesar de putos da cara achavam que foi pressao natural que fazem com todos os turistas para conseguir dinheiro, mas que no final eles nao fariam nenhum mal. Pode ser, ali ‘e um lugar ultra turistico, mas eu senti muito medo e fiquei muito indignada com a situacao… Pensamos depois em ir na policia do turismo, mas a correria foi tanto que infelizmente nao fomos. Uma pena, outras pessoas podem passar por isso! Por isso, dica de viagem com bastante ironia (estrategia humana amplamente utilizada para se distanciar das emocoes vividas): escolha bem aonde voce vai jogar pingue-pongue!

Ferias da viagem!

Depois do longo periodo que passamos mochilando, chega a familia do Gui para passar o fim de ano com a gente e nos dar umas ferias da mochila! Do hotel do Leonardo Di Caprio no filme a praia para Resort em Phi-phi!  A familia veio em peso: sogros, cunhadas, co-cunhado e sobrinhos, somavamos nove pessoas. Depois do periodo hermitao Bibi e Gui, agora tinhamos companhia dia e noite. Uma delicia! Depois de tanto tempo, so jantando de vez em quando com algum casal ou tomando vinho com um desconhecido no trem, nada melhor do que estar com a familia da gente.

Hotel do filme!

Junto com a animacao e confusao, veio os hoteis com piscina, o conforto, restaurantes deliciosos, vida de Pel’e! Passamos cinco dias em Phi-Phi, praia paradisiaca, apesar de turistica, linda de morrer. Mar verde forte transparente, peixes coloridos e pedras saindo do mar na tua cara, tipo Halong Bay, so que sem precisar pagar para ver.

A beleza de Phi-phi!

O ano novo foi animadissimo, com shows locais e muitas surpresas. Me senti em casa, pois minha mae quando promove as festas de final de ano na charmosa rsrs Meia Praia faz sempre uma super decoracao nas mesas e paredes e quando a famillia da minha doce Tia Vera do RS esta junto, de quebra se produxem tambem varios “presentinhos” de superticao para os convidados. E nao foi diferente na Tailandia. O hotel estava super decorado, na entrada voce ja recebia uma especie de conjunto supersticioso para te dar toda sorte do mundo, um drink e uma pulseira de flores. Apos os sucessivos shows durante a ceia deliciosa de frutos do mar, o gerente do hotel chamou todos os funcionarios da casa para irem ao palco e agradeceu a todos pelo trabalho e dedicao. E tratou de convidar os turistas que quisessem se juntar a eles no palco e enquanto os funcionarios dancavam soltos, eu e o Gui fomos os primeiros a subir: chegamos pulando, eu dancava como se estivesse literalmente no banheiro de casa… eles adoraram. Apos a empolgacao, fomos curtir o soltar dos baloes, pois cada mesa ganhava alguns baloes para atear fogo. Passado o deslumbre dos baloes, comecamos a ver os malabaris dancando com fogo, que eram meninos jovens vestidos mais ou menos iguais (calca jeans justa e camiseta) e o Pedrinho ia a loucura. Nisso, os malabaris fizeram uma roda de fogo e ficavam passando dentro, bem show. La pelas tantas, ano novo, bebida, voce so via turistas bebados passando no meio da roda, homens e mulheres, depois fizeram uma corda de fogo e la foi o Gui e o Nuno pularem, na verdade se queimarem, porque eles achavam que conseguiriam pular juntos ao mesmo tempo…. Em seguida, um show de fogos alucinante na nossa cabeca, maravilhoso… bom eu tava numa empolgacao sem tamanho!

O AMOR!

Ja quase duas da manha, a Monica e o Clau vao dormir, a Pati, o Pedrinho e o Nuno tambem. Sobra eu, Gui e Gi. Cinco minutos depois surge o Nuno, dizendo que voltou para ficar com a gente…. e a coisa comeca a descambar, bebida daqui, dali, a Gi me abraca e fala torcendo a lingua: “ vamos tomar banho de mar”! Eba, vamos! Eu nunca sou o tipo de pessoa que cai no mar nessas horas, acho que nunca cai no mar a noite, mas viajando, barreiras devem ser quebradas e la fomos nos. Dali um pouco, nao sei bem como, ja estavamos abracadas como uma portuguesa, falando nossa lingua, que tambem nao estava muito bem e caia com a gente no mar… A noite acabou sobre um tronco de arvore, colocado no meio da piscina do hotel, de um lado ao outro, usado pelos funcionarios como show de luta durante a ceia, onde os caras ficam em cima e tentam ver quem ‘e derrubado na agua… Advinha quem estava la? Eu e a Gi, depois Nuno e Gui. Advinhem quem ganhou e se manteve firme ate o final sobre o tronco? Guiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!! Quando a Gi errou a piscina e caiu no chao, achamos que era melhor irmos dormir. O Nuno como um fantasma, desapareceu, disse: “estou subindo!”, mal deu tempo da gente dizer: “ o que?” e ele ja tinha sumido.

A volta para casa!

Apos essa noite divertida, o dia seguinte foi em silencio, tentando se recuperar em frente ao mar. A Gi se manteve no quarto calada ate o final do dia. Optei por fazer snorkling para ver se o enjoo passava e passou! Dia de descanso, quase sem atividade nenhuma…

Mais belza de Phi-phi!

Quando, no dia seguinte, tive minha primeira experiencia de mergulho, meu batismo. Eu, Gui, Pati, Nuno, Gi e Clau fomos mergulhar. O Nuno e o Gui eram os unicos com curso de mergulho, e todos os demais, com excessao de mim, era o quinto ou sexto batismo. Bom, no comeco, so de ficar no raso embaixo d’agua com aquele tubo na bouca, ja me dava claustrofobia e eu voltava correndo. O professor me olhava com cara de “que trabalho vai ser batisar essa criatura”. No fim das contas, la fomos nos, pegamos o barco, paramos no ponto de mergulho, e sem muito ir aos poucos, o professor pegou na minha mao e ja foi afundando, metro a metro, e deu minha mao para o Gui continuar… e fomos ate chegarmos nos 12 m de profundidade que era o limite do batismo. A sensacao foi diferente, nao dava para olhar muito para cima pois dava vontade de voltar correndo, nao dava para pensar que estava embaixo d agua pois dava ansiedade, na medida que conseguia nao pensar nisso, era uma experiencia muito interessante, que nitidamente da para prever que se torna muito boa com o passar do tempo, voce naturalmente vai adquirindo seguranca, principalmente quando o lugar la embaixo ‘e realmente cheio de peixes coloridos que fazem voce esquecer qualquer realidade diferente da que voce esta vivendo… Quando subimos, eu tinha mais da metade dos meus bares enquanto os outros tinham menos da metade do que eu. Entao, vi que meu controle na respiracao estava sendo digno de uma aluna de yoga. O Gui estava orgulhoso de mim, o sonho dele ‘e me ver em momentos extremamente atleticos! Ele delira! Sabe aqueles momentos que os maridos ao verem a mulher super bem arrumada acham ela a mulher mais bonita do mundo (naquele dia), o Gui tem isso quando estou fazendo algum tipo de esporte, por exemplo, o final de uma caminhada de 8h subindo um morro, suada, de cabelo preso, para ele ‘e o apice da minha beleza! Cansei de ser elogiada cada vez que eu colocava um tenis no p’e: “ nossa como vc t’a bonita hoje…”

Batismo em familia!

Bom, depois de PhiPhi, seguimos para Chiang May, uma das maiores cidade da Tailandia, cheia de templos absurdamente maravilhosos. Nas primeiras visitas, nao conseguia conter minha emocao, num dos templos, fiquei chorando ate o monge me chamar e perguntar se eu estava bem e depois me dar uma breve aula de meditacao, numa tentativa muito limitada, pois nao sabia falar ingles.

Nossa... super a vontade haha!

Costumes diferentes!

Vimos espetaculo de elefante, subi em cima de um deles, tirei foto colocando a mao e depois quase deitando sobre um tigre, levei choque tentando me apoiar no muro que tinha cerca eletrica, vimos as mulheres girafas, com seus pescocos circundados por aquelas argolas douradas, nos esbaldamos andando com os deliciosos tuc-tucs (queria tanto ter um no Brasil), ate chegarmos em Sucothai!

Os templos de Chiang Mai!

Beleza...!

Harmonia....

O que ‘e Sukothai? Uma antiga capital da Tailandia, que guarda ruinas de templos budistas. Ao chegarmos, nos todos alugamos bicicletas e fomos, em familia, conhecer as ruinas. Nem sei explicar o que foi esse passeio, o lugar ‘e magico, as ruinas sao belissimas, uma atmosfera de volta no tempo, de encontro, de Deus, muito boa. O Pedro, resumiu muito bem quando falou a Pati ao final do passeio meio emocionado e inspirado: “ Mae, eu to senti um sentimento que eu nunca senti antes…” , e a Pati: “ ‘e filho, que legal, e como ‘e esse sentimento bom ou ruim?” O Pedro disse: “ nao sei mae, pq eu nunca tinha sentido antes, mas ‘e muito diferente!” Achei tao lindo esse encontro que o Pedro teve com as ruinas. Nao tem como explicar mesmo. Talvez a gente que ‘e adulto possa ate comparar um pouco com o que ja sentimos e nomear a sensacao do passeio, mas prefiro a sabedoria do Pedro e dizer: “ alugue uma bicicleta e conheca Sukothai”.

Sem palavras...

Momento magico!

Uma coisa que mexeu comigo nessa visita da familia, foi ver a Pati e o Nuno com o Pedro e a Luisa. Me deu muita vontade de ter o nosso Pedro e a nossa Luiza. Ficava olhando para os dois boba. O Pedrinho dormiu muitas noites com a gente e cada vez que ele me pedia alguma coisa com aquela vozinha: ” Tia Bibi, apaga a luz, nao consigo dormir”! Eu me derretia. Mesmo adorando ler antes de dormir, um dos meus maiores prazeres de todos os dias, nao me doia fechar a pagina do livro s’o por ter ouvido a voz doce e pura do Pedro me pedindo alguma coisa.

Existe alguem mais lindo?

Nao 'e de morrer de inveja?

O final da viagem foi em Bankok, onde passamos pela Kaosarn Road, a rua famosa dos mochileiros, cheia de roupas de rua super descoladas, que por poucos dolares da pra renovar o guarda-roupa e estar atualizada com a moda internacional.

Mas eu o Gui tinhamos uma missao em Bankok: arrumar o nosso computador que estava ligando so quando queria. E conhecemos um motorista de tuc tuc que fazia o passeio ate a Sony pela bagatela 2,5 reais numa distancia super consideravel, desde que, no caminho parassemos em alguma loja fazendo que estavamos interessados em comprar algo, para ele ganhar seu tanque de combustivel. Meio cansados, mas no animo da economia, paramos num lugar na ida e noutro na volta. Num deles foi minha vez de bancar a artista, queria ver tecidos p/ fazer um vestido de festa e depois o Gui, queria ver precos para fazer um terno. Nesse dia caimos na mao de um indiano, que como tal, ficou azucrinando a gente para comprar, pois acho que percebeu que era golpe pelos nossos trajes de chinelo de dedo. Mas o problema veio no dia seguinte, quando pegamos o mesmo motorista para irmos novamente na Kaosarn Road e numa das paradas numa loja de objetos de decoracao, eu, sem querer, quebrei um vaso de ceramica. Quase sem ar, mas tentando manter a calma para dizer ao Gui que estava voltando do banheiro, ja imendei: “ quebrei um vaso, mas pelo jeito tudo na loja custa no maximo 1500 bats, o equivalente 70 reais, o prejuizo nao vai ser tao grande…” Sabe custava o infeliz do vaso? 180 reais. Queria me arrancar os cabelos. Com esse valor na Tailandia dava para ficarmos 9 dias nos nossos hoteis mais em conta, jantarmos tres vezes num restaurante chiquerrimo, passear de tuc tuc sem parar em loja nenhuma umas 20 vezes, comer 25 pad-thai de rua e a lista nao para por ai vai. Perdemos 180 reais e nem pudemos levar o vaso, estava espatifado no chao!

Mas tivemos momentos super legais, jantamos em restaurantes deliciosos indicados a dedo pela Pati. Aqui vali um parenteses: a Pati ‘e especialista em dicas internacionais de muito bom gosto, agora entendo quando o Gui, em tom de critica, me diz: “ vc ‘e tipo a Pati!”, se referindo as minhas preferencias dos lugares para dormirmos, comermos, etc. Por isso foi bom, atraves da Pati, resgatar minha Pati esmagada pela vida de mochileita. Valeu! Tivemos nosso infeliz momento no Pingue-pongue na zona, conhecemos o Palacio do Rei, onde alem de palacio, ‘e cheio de templos incrivelmente belissimos, minuciosamente perfeitos e detalhados, mas muito turistico (se tirasse todos os turistas que visitam la por dia, o lugar seria nao so lindo, mas magico). Passeamos de tuk-tuk, de barco, e de carro normal. Para ir ao palacio do rei, por exemplo, que fica numa outra parte da cidade, so de barco. Tivemos um momento “atracao para turistas”  quando voltavamos da Karsan Road, pois entramos em oito num tuk-tuk, que ‘e ideal para tres pessoas, pois ‘e basicamente um triciculo e varios turistas filmaram e tiraram fotos nossas.

Visual de dentro de um Tuk-tuk!

Gui, motorista, eu, Pati, Monica, Nuno, Pedro e Luisa!

Num dos varios templos do Palacio!

Tivemos dois jantares em familia, um so com a Pati e o Nuno e outro so com a Monica e o Clau para conseguirmos nos despedir de verdade deles, ambos foram muito bons. Eles deixaram saudades! Estavamos precisando de familia, de encontro, de mesa cheia, de bagunca, de rizada coletiva, de conversas agradabilissimas e de interacao. Levaram junto as ferias da mochilagem, mas sobrou muitos shampoos, sabonetes e hidrantantes de hoteis deliciosos para lembrarmos!