Em terra Muculmana!

Quando os israelitas chegaram a terra prometida, os palestinos assim como outros povos, ja viviam ha muito tempo na regiao. Apos a tentativa de independencia do Imperio Romano, os judeus foram expulsos e se espalharam pelo mundo. Os palestinos continuaram na regiao, junto com os demais povos, vivendo em paz por mais de dois mil anos, quando os judeus no inicio do seculo XX comecaram a migrar para a Palestina, criando o Estado de Israel apos a segunda guerra mundial.

Com o “ arrependimento” que a comunidade europeia estava dos males feitos aos judeus ao longo da historia e principalmente no periodo do holocausto, os judeus acabaram recebendo apoio internacional para que houvesse uma partilha da regiao palestina.

Os palestinos por sua vez, sempre foram um povo humilde que viviam da agricultura local e nao tinham forca nem Estado para se defender do dominio de Israel, mesmo com o apoio dos vizinhos arabes. Durante a ocupacao e periodo de guerra, sairam com a chave de casa e foi so com ela que ficaram, perderam tudo e hoje em dia vivem nos territorios ocupados por Israel (apos outra guerra). Os que nao fugiram, receberam cidadania israelense, porem sao tratados como minoria, inclusive com identificacao na identidade, nao tendo os mesmos direitos e vivendo sob dominio de Israel.

Recentemente um muro foi contruido dividindo a regiao, alem de mais diversas acoes de segregacao, como placas de carro apontando se voce ‘e palestino ou israelense. Hoje algumas mulheres gravidas e doentes morrem na fila para passarem de um lado ao outro para ir aos hospitais. O Estado de Israel controla inclusive a agua, havendo racionamento para os palestinos, para que nao faltem aos assentamentos judeus no periodo do verao.

Corredor de passagem - Israel X Palestina!

Os palestinos, como povo mais fraco, nao tem muito o que fazer, alem de redimir-se ao dominio do mais forte e aguardar que com o tempo, eles voltem a ter alguma autonomia. O fato de terem sido sempre dominados ao longo da historia por povos mais fortes nao ajuda, pois nao tem experiencia como Estado. Uma pena que os judeus, apos terem sido perseguidos e humilhados ao longo da historia, consigam tratar os palestinos dessa forma, inclusive alguns seculares se sentem envergonhados por isso.

Os palestinos, historicamente, tiveram diversas religioes, mas hoje estao divididos entre cristaos e uma maioria muculmana. Milhoes de palestinos vivem nos paises vizinhos, infelizmente como exilados, sem direitos e sem futuro. No Libano fomos a uma das comunidades palestinas, que vivem no suburbio de Beirute. Nas primeiras quadras que atravessamos, recebemos bastante olhares mal encarados (o que estariamos fazendo ali?), mas logo em seguida, com a ajuda da Copa do Mundo, varias bandeiras do Brasil e o grande privilegio de ser brasileiro nessas horas, conquistamos a simpatia de um grupo de jovens locais. Sentamos num simples cafe, e nos encheram de chas, biscoitos e nao nos deixavam tocar a mao no bolso.

Uma coisa que para mim impressionou muito na viagem, pois em todos os lugares que passamos, os mais pobres e famintos, sempre dividiam o pouco que tinham. Depois de um tempo de conversa, foram nos contando do seu futuro sem perspectiva, alguns tentando nao encarar tao de frente o problema e nem pensar nisso; outros com muita esperanca, o Corao menciona alguma coisa neste sentido, que de que ainda terao uma terra para eles; e outros ainda, com espirito empreendedor, querendo vencer todas as adversidades e sonhar com alguma possibilidade de futuro. Nos mostraram suas fotos, com metralhadoras, a imagem que temos em mente dos terroristas. Mas na nossa frente o que tinhamos eram jovens bondosos e sonhadores, como em qualquer parte do mundo.

Os " terroristas"!!!

Nossos amigos nos suburbios de Beirute!!

‘E magico como uma viagem pode tirar o teu preconceito de todas as coisas possiveis. A situacao dos palestinos me tocou muito e a convivencia com eles tambem, pois sao um povo muito acolhedor e hospitaleiro. Encontramos alguns jovens de outras partes do mundo trabalhando em prol da causa da Palestina. Talvez a gente nao possa fazer nada diretamente por eles, mas divulgar pode ajudar se tenha uma visao mais justa da situacao, nao como alguns setores da midia tentam nos passar. Te-los nos nossos coracoes e pensamentos ja pode ser alguma coisa…

Don't forget Palestine!

Bom, mas assim como o Brasil, o Libano tem muita desigualdade, mas para conhecer o outro lado tambem fomos em bairros descolados para ver a copa, alem de pegar uma noitada, ha muito tempo prometida na famosa BO18. O taxista nos largou num estacionamento escuro e custou entendermos onde era a tal boate. Ficava no subsolo e so entrava quem tinha nome na lista, nao havia bilheteria. Como eramos estrangeiros nos deixaram entrar. Nos teloes partidas de futebol dos anos 80 eram exibidos e voce podia escolher entre um chapeu do Brasil ou Alemanha, ou nao usar nenhum adereco. As musicas se resumiam em todas as melhores e mais consagradas dos anos 80, daquelas que voce dancaria mesmo na casa de sua vo tomando um cha. Com toda viagem acumulada nas costas e no coracao, aquele lugar para mim parecia um exorcismo, dancava enlouquecidamente, pulava e cantava alto. Os libaneses dao um show de alegria nas noites brasileiras, sao sorrisos e mais sorrisos e muita curticao. Soltos e muito divertidos. Claro, para eles uma guerra pode acontecer a qualquer momento, entao deve-se aproveitar cada segundo. No meio da noite, abriram o teto ou o chao (dependendo do ponto de vista haha), e nos deliravamos. Que noite mais divertida, fazia tempo que nao pegavamos uma balada dessas. Claro que a musica ajudou, pois conhecemos um outro estrangeiro que foi no dia seguinte, night eletronica, e nao viu os dentes de ninguem. Tivemos muita sorte! Pena que nao pudemos ficar ate de manha, pois no outro dia seguiriamos para as montanhas. Mas saimos com uma otima impressao de Beirute, cidade moderna e super gostosa, dos Libaneses, das comidas, e dos carros cheios de bandeira do Brasil.

Beirute!

Epoca de paz, mas soldados na rua!

Becharre ‘e uma cidadezinha nas montanhas maravilhosa, com canions imensos de tirar o folego. O calor era mais brando e o silencio fazia parte da atmosfera do lugar. Ficamos numa guest house, que so tinha tres quartos, que mais parecia a Casa da Tia. Aproveitamos para descansar, fazer caminhadas na natureza, visitar monasterios e curtir o clima de vilarejo da pequena cidade. Silencio, nem uma poluicao, clima fresco, uma delicia. A maior parte da populacao ‘e catolica marionita, todos sao muito tradicionalistas e procuram levar a serio a religiao. Na base dos canions ficavam os cristaos, quando muito tempo atras, se escondiam dos muculmanos que ficavam acima. Fomos quase ate a base. Uma caminhada maravilhosa! Aproveitamos tambem para visitar a casa e o museu de Kalil Gibran, passamos horas admirando suas pinturas, poesias, e pensamentos. O pintor era muito profundo nas suas obras, gostamos bastante.

Os Filhos
(Do Livro “O Profeta” de Gibran)

Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: “Fala-nos dos filhos.”
E ele falou:

Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.

Becharre!

Patio do museu de Gibran!

Caminhada pelo canion!

De Becharre seguimos para a Siria novamente, ja tinhamos estado em Damasco antes e agora voltavamos por la para passar uns dias em Hama, Alepoo e seguir para Turquia. Em Damasco ficamos bem pertinho da cidade velha, que era de chorar de tao linda. Ruelas, igrejinhas, casas, pracas, tudo como se voce estivesse entrando no tunel do tempo. Muitas passagens biblicas citadas ocorreram ali. Saulo, judeu, quando se converteu para o cristianismo, tornando-se Sao Paulo; visitamos tambem a casa de Ananias, alem de mercados e mesquitas. A cidade tem mais de 8 mil anos e disputa com Jerico qual ‘e a mais antiga do mundo. Fora da cidade velha, na nova diriamos assim, fica a Siria de hoje. Muito baguncada, barulhenta, descontraida e alegre. Tem um clima meio brasileiro, so que ainda mais baguncado.

A bagunca da "cidade nova"!

Nos corredores da cidade velha!

A vida dentro das mesquitas!

No patio do hotel delicioso que ficamos conhecemos dois amigos paulistas que estavam viajando ha quase um ano, trabalhando duro, fazendo reportagens para jornais e revistas, ambos jornalistas. Guardaram dinheiro e ainda durante a viagem faziam materias para arrecadar mais. Pagaram mais da metade da viagem com as reportagens. Achamos muito legal, pois os dois acabaram a faculdade faz pouco tempo, perto de dois anos e ja estavam na estrada, provando que viajar  ‘e uma questao mais de querer do que de poder $, pois sempre se da um jeitinho.

No hotel em Damascus!

Em Alepoo ficamos num hotelzinho antigo super gostoso, que eles limpavam o quarto todo dia, trocavam lencol e tudo mais, para meu delirio. Passamos horas conversando com o moco que cuidava do hotel, super engracado e querido.

Mas a Siria merece um destaque incomparavel com todos os seus vizinhos arabes. Todos os paises do Oriente Medio que passamos, com excessao de Israel, nos impressionamos com a hospitalidade e amabilidade do povo, mas a Siria ganhou o campeonato mundial da simpatia. Que povo querido! Eles sorriem, querem te conhecer, tem um coracao puro e bondoso. Fazem qualquer coisa para ter a oportunidade de sentar com voce, tomar um cha e conversar. Junto com a simpatia, estar na Siria ‘e uma experiencia muito intocavel, pois o povo respeita as tradicoes e por isso, tem uma cultura bem presente. A Siria nao ‘e “vendida”! Nos bares, homens jogando tabuleiro e tomando cha. Tao legal ver que ‘e possivel se divertir e passar a tarde ou a noite num bar com os amigos sem precisar ter uma cerveja em maos. Gracas ao Profeta! As mulheres a maioria bastante tapadas com suas burcas, mas por baixo das roupas vestidos ate sexies e maquiagem, foi como pude ver no banho sirio, super tradicional la (assim como o banho turco na Turquia). Voce chega, tira sua roupa, te enrolam numa toalha, voce entra na parte de banhos, deita no chao, te ensaboam, fazem uma massagem e depois voce descansa tomando chas num lugares tipo bangalo. Ali, curtindo o relax pos banho, fiquei vendo as mulheres chegar com suas burcas e por baixo seus vestidos sexies. Fui convidada para almocar junto com elas e aproveitei para degustar novos sabores e mimicar para nos comunicar.

Nas ruas em Alepoo!

Na frente havia uma farmacia de produtos naturais. Quando o Gui foi me pegar ao final do banho (tem um lugar so para mulheres e outro para os homens), o moco da farmacia nos chamou para tomarmos um cha. Dentro, havia tipo uma salinha e nos juntamos com seu pai, amigos e tomamos cha, cafe, tudo que se possa imaginar, e quando iamos levantar eles pediam: “nao por favor, fiquem mais um pouquinho”.

Passamos umas tres horas conversando, dando rizadas, trocando informacoes dos nossos paises, ate termos a grata surpresa de contar com um amigo deles, que era professor de Islamismo para adolescentes. A nosso pedido, ele recitou alguns versos do Corao. A lingua arabe ‘e linda de ouvir e como vem do aramaico, para gente que tem uma lingua tao distante da deles, parece muito como o hindi, me via escutando as rezas hindus. Uma delicia! Mais interessante ainda, era ver o pessoal descontraido, conversando, mas quando o tal amigo comecou a recitar o Corao, o silencio tomou conta do lugar, a reverencia e os olhos cheios de lagrima. Eles disseram: “ sempre nos emocionamos quando falamos do profeta ou lemos o Corao, ele foi um homem muito bom”. E foi mesmo, num proximo post, se eu tiver folego, quero contar um pouco da historia impecavel do profeta Muhamed, um homem de Deus.

Para os devotos, qquer lugar 'e lugar quando 'e hora de Rezar!

A magia das Gracas!

Ramana Maharish falava que haviam apenas dois caminhos concretos para a libertacao espiritual de um homem, o caminho da iluminacao e o da devocao – a fe. Para os hindus, existem 4 formas de se unir a Deus, de acordo com as tipologias humanas, e as duas primeiras sao voltadas para pessoas com forte aspiracao espiritual. A primeira ‘e o caminho do jnana-yoga; yoga significa disciplina que conduz a uniao e jnana conhecimento, entao disciplina que conduz a uniao com Deus atraves do conhecimento. A segunda, ‘e o caminho bhakti-yoga; bhakti significa devocao/amor.

Com a pergunta “ quem sou eu?” e agoniado pela sua descoberta da morte, Ramana buscou o caminho dos jnanas e saiu meditar na caverna. Toda sua meditacao se deu sobre a pergunta quem sou eu, e todos os pensamentos eram combatidos com a resposta “ esse eu nao sou”, ate chegar ao puro silencio e encontrar a resposta “ eu sou Deus”.

O caminho bhakti ou do amor ‘e o caminho de Jesus. Se voce lembrar das palavras dos iluminados, como Buda e Ramana,  eles contam que ‘e uma ilusao a existencia de um eu e nao-eu, ou seja, ‘e uma ilusao que voce ‘e separado do outro, da natureza e de tudo que o cerca.

Se voce compreender a palavra amor ela significa uniao por si mesma, quando voce ama alguem voce se une com esse alguem. Quando voce ama o proximo, pelo simples fato dele tambem ser criacao divina, voce se une com ele. Quando voce ama a vida como ela ‘e, mesmo com suas adversidades, simplesmente por achar que se Deus ‘e a raiz de tudo o que existe; portanto o criador de tudo o que ha, ha uma razao e um sentido na vida que talvez nossa mente humana nao possa conceber e, se amamos a Deus, tambem amamos o mundo que ele criou. Assim, nos unimos com tudo que ‘e Dele, ate com o proprio sofrimento.

O que Deus quer nos mostrar, atraves do sofrimento, ‘e que todas as coisas da vida, todos os seus valores, sao imperfeitos. Quanta vezes buscamos coisas que parecem totalmente perfeitas e quando voce experimenta nao ‘e perfeito. Ex dinheiro; fam’ilia; amigos; casamento; trabalho; viagem; conhecimento; etc. Tudo ‘e relativamente bom, nunca absolutamente! Nao existe casamento perfeito, familia perfeita, viagem perfeita, trabalho perfeito, vida perfeita. E porque Deus fez um mundo assim? Com tantos valores imperfeitos e ambiguos?

A resposta ‘e para buscarmos justamente Ele. Para buscarmos o que transcende a tudo isso. Nao para buscarmos o alivio e as distracoes. Toda sensacao de satisfacao interior’e espiritual, ‘e divina. Quando sentimos aquela alegria absurda, que parece que nossa vida poderia acabar naquele momento, aquilo ‘e satisfacao, e vem do espirito.  Senao, toda vez que sentissemos isso, era s procurarmos fazer a mesma coisa, e teriamos a sensacao de novo, e nunca ‘e assim. Viemos Dele e um dia voltaremos a Ele e para que nao se perca essa ligacao e conexao, Deus revelou as diversas religioes, de forma que elas atendessem as tipologias e necessidades de cada povo. Se a vida fosse perfeita, nao buscariamos Deus!

A proposta das religioes ‘e re-ligar homem e Deus. Para que durante o periodo aqui, nao nos esquecamos de onde viemos e para onde vamos. O caminho do cristianismo ‘e o caminho do amor, o caminho das gracas. Nenhuma religiao fala de gracas. Gracas ‘e algo que voce nao tem naturalmente, so sobrenaturalmente. Os hindus e budistas falam de Karma, recebe de acordo com o que fez. O cristianismo fala de arrependimento,por isso fala de confissao. Quando estava no ashram e seguia com disciplina e determinacao horas de yoga e meditacao por dia, ao final sentia uma paz e uma clareza de mim e das coisas ao meu redor impressionante. Sentia que eu ia “ate Deus” e o tocava! O caminho do cristianismo parece inverso,  “Deus vem ate voce”, por meio das gracas e te toca. Muitas vezes parecem magicas. ‘

Uma licao de valores humanos (entre o Oriente e o Ocidente)!

Um dia desses na viagem, sentada num restaurante sozinha tentando me conectar na internet sem sucesso, um senhor do meu lado tentou me ajudar. Mas nao adiantava, o wi-fi estava bloqueado no meu computador e eu nao sabia porque.
Bom, tentando resolver o problema da internet, papo vem papo vai, comecamos a conversar. Estava em Damascus na Siria. O tal senhor era um egipcio que estava ali a trabalho, gerenciava o Recursos Huamnos da Liga Arabe, tendo que viajar a cada semana para paises diferentes. Nao sei bem como, mas a conversa engatou de uma forma que nao paravamos mais de falar. Foi uma conversa muito especial.
Ele ‘e muculmano e comecamos a falar de espiritualidade, religiao, Deus, vida, enfim… e ele me contou que os arabes tem por costume cuidar de seus pais ate eles falecerem. Deu exemplo do pai dele que ficou doente e como sua esposa ja havia falecido, todos os dias, um dos filhos dormia com o pai somente para fazer companhia. Todos esses filhos sao casados, tem filhos e trabalham. Ai ele me contou que ficou muito tocado durante o tempo que morou nos USA e um amigo dele (de uns 70 e poucos anos), que estava muito doente e vivia sozinho, de seus filhos nao fazerem companhia, pois tinham familia, trabalho, filhos tambem e diziam ao pai que nao tinham tempo. Ai ele disse: “os valores do ocidente sao bem diferentes dos nossos, mas estes valores tambem estao chegando nos nossos paises, os jovens gostam muito. Voce pode pensar mais em voce, fazer so o que tem vontade, seguir nenhuma tradicao, ‘e bem mais facil”. Ai ele emendou contando que hoje, as pessoas parecem como os quadros, tem uma moldura fantastica, super bem trabalhada, detalhada, mas dentro do quadro nao tem foto, esta vazio. Ele disse: “veja as pessoas a sua volta, as molduras estao sempre bem cuidadas.” Pra fechar a conversa, falou: “para nos, a ordem de valores ‘e assim: primeiro vem Deus, segundo vem a familia (incluindo seus pais velhinhos), terceiro vem o bem estar do outro e so em quarto vem voce mesmo!”
Fiquei pensando… qual ‘e a ordem dos nossos valores? O Taric, o tal senhor, estranhou, mas quando ele acabou de falar, eu chorava, pedi desculpas e chorava… fiquei emocionada. Foi um momento bem especial. Aqueles momentos da viagem para nunca mais esquecer.

por tambemsai Postado em Siria